Desistir nunca
Eu quero muito que os meus filhos sejam ambos uns lutadores. Trabalhadores e perseguidores de objetivos. Motivados e felizes.
Antes de mais, tenho de dar o exemplo.
A nossa vida não é simples. De facto, não há vidas exemplares e, totalmente, simples. Há umas mais difíceis, outras menos difíceis. Só temos de aceitar a nossa, com um sorriso, com vontade, com muita garra e trabalhar até à exaustão. No meio disto, muitos beijinhos, abraços e carinhos, para ganhar forças e ânimo para tudo, obstáculos, exigências e contratempos que sempre teimam em surgir.
No dia 20 de Novembro, foi o dia do Pijama.
Dia de lembrar a importância de ter um lar e uma família.
O mais pequenino lá foi de pijaminha para a escola, todo feliz.
O maior já não, mas não posso deixar de pensar, na quantidade de deficientes, institucionalizados e rejeitados, que não têm uma família. O meu coração esteve com eles. Abracei o meu com mais força ainda e agradeci o facto de ele estar comigo, com saúde e senti-lo tão doce. Uma criança tão cativante. Diz que ama a mãe, todos os dias receia por mim…
Quando desanimo, eu trato de me erguer bem rápido. Tenho uma família que precisa muito de mim.
Sorrio, porque sou útil.
Sorrio, porque apesar da deficiência grave do meu filho mais velho acredito que venha a ser bem mais útil para esta sociedade do que eu, alguma vez, posso ter ambição de ter sido.
E, quem sabe, o futuro reserva ao pequeno o mesmo ? Todos falam da importância de deixar um mundo melhor para os nossos filhos….e, não esquecer, o quanto é importante deixar filhos melhores a este mundo. Tento fazer a minha parte.
Desanimar é um luxo para quem pode.