As orientações resultantes da reunião

Ser-se mãe de um menino especial faz-me perceber que efectivamente há mais gente ignorante e preconceituosa do que alguma vez supus. Mas faz-me também perceber o quanto maravilhosas são algumas pessoas. Desde os profissionais do colégio, aos médicos que se oferecem espontâneamente para me ajudar em tudo o que me possa ocorrer pedir.
Sobre a reunião, fiquei apreensiva em relação a algumas coisas, mas deu-me boas linhas de orientação (melhor dizendo- reforçou-as) para a educação do meu tesourinho
Efectivamente após muitos meses de treino dos computadores, ainda não conseguiram arranjar um interface que resulte bem com ele. E estão sem perceber até que ponto ele se recusa a colaborar, se não tem capacidade de aprender…ou qual é exactamente a razão de estar a ser tão difícil seleccionar um interface de acesso em que ele se interesse manipular.
Nem eu sei. A minha opinião pode ser suspeita, mas tenho a CERTEZA que não é por dificuldades de aprendizagem…Sempre podemos estar enganados, mas acredito que não é certamente essa a razão. Mas também não percebo…
Inclinar-me-ei para a falta de motivação pelos métodos utilizados.
Concluiu-se de troca de impressões entre todos, que ele gosta de tratamento “VIP“, gosta de ter atenção e que lhes façam as vontades…e que isso é muito mau para qualquer menino. Para ele poderá ainda ser pior. Dou a mão à palmatória. Ele tem muita atenção da parte da família. Na escola tem menos regalias, mas acaba por ter a terapeuta da fala, só para ele…e depois fisioterapeuta em exclusivo, etc, etc…e claro que lá na escolinha às vezes também um apaparicanço exclusivo ocasional…
Sente-se rei e senhor…e sente-se muito especial. Bem sei quanto adora ser apaparicado…gosta de jogar charme…e ter mimos, deste , daquele…e às vezes de pessoas que não conhece…Mas eu considero que ele leva-se bem. Consigo negociar com ele. Ele nãoé um menino difícil, mas continua a usar demasiadas vezes técnicas infantis para obter o que deseja.
Considero que temos sido pais firmes. Seremos ainda mais. E não compactuaremos com choros e birras para conseguir o que deseja.já não o fazíamos, mas agora seremos mais explícitos.
Enfim…já não é fácil ser mãe. Assim, ainda se torna mais difícil de gerir. Mas estamos a aprender. E acho que ainda não iremos tarde.

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2 comments

  • Mocas

    Janeiro 30, 2008 at 3:17 pm

    🙂 Pois é. Cá por casa os três anos do Rodrigo também nos obrigaram a maior firmeza de atitudes. as birras surgem e temos que ser fortes.

    Ser mãe não é nada fácil … hehehe estamos em aprendizagem constante … à velocidade do crescimento deles.

    bj grande!

  • Anónimo

    Fevereiro 5, 2008 at 7:21 pm

    “O preconceito é o filho da ignorância.” (William Hazlitt)
    – É uma realidade diária, por vezes até com pessoas tão pertos e ligadas a nós… mas dar ouvidos a preconceitos é renunciar à liberdade: e eu não renuncio à nossa liberdade!

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