Ontem foi um dia delicioso. O JP tinha marcada uma avaliação na APPC – Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral. Foi acompanhado dos papás e da sua fisioterapeuta. O objetivo desta avaliação pedida pela fisiatra do JP seria a de vir ter acesso a recursos importantes menos disponíveis nos hospitais, tais como software lúdico e brinquedos adaptados, para que não haja prejuízo da capacidade cognitiva por falta de experiências motoras, nem excessivas frustrações no ato da brincadeira.
Assisti à avaliação e até eu fiquei surpreendida com o que ele demostrou saber, com a alegria e a vontade de comunicar demonstrada. Tive a sensação que ele ‘enfeitiçou’ as terapeutas. Foi com muito orgulho que ouvi: “Ele é um menino com grande potencial. Vale muito a pena começar desde já a desenvolvê-lo ao máximo. Temos de o ajudar a não ter frustrações comunicativas. Ensinar outras formas de comunicar enquanto não fala, por recurso a software e símbolos. Isto não irá fazer que ele atrase a verbalização, mas naturalmente demorará também a fazê-lo. Começará a vir aqui 2 vezes por semana…” (ao que parece, é raro surgirem estes convites, nem pertencemos àquela zona…)
Sabe tão bem ouvir coisas assim positivas. Foi música para os meus ouvidos. Sabemos que o problema dele normalmente atrasa a aquisição da fala e muitas vezes impossibilita-a. Acredito que ele apenas se atrasará e que eventualmente venha a precisar de terapia da fala. Mas sou otimista!
É um facto que ele já tem atividades a mais, mas esta é importante. E muito. Possivelmente terei de equacionar suprimir uma outra.
O meu coração de mãe transborda. Eu achar o JP inteligente é normal, sou mãe dele e as mães são sempre suspeitas. Mas dito por outra pessoa com qualificações para fazer um juízo mais fundamentado… Deixou-me mesmo feliz!
