Das lições duras que a vida nos dá

Quando um pensamento menos bom invade a minha mente, substituo-o sempre por um positivo. Faço isso muitas vezes ao ficar triste por alguém que já partiu.

Porém recordar-me da Idalina Duarte, deixo a tristeza de lado e substituo-a pela gratidão do tempo passado com ela. Esse ninguém mo tira.

Hoje seria aniversariante.

E faleceu 3 dias depois do seu aniversário no ano passado, a 25 de Setembro.

Era colega de trabalho. Era amiga. Confidente.

A mim confiava-me “ aquilo que mais ninguém podia saber “. Quando dormíamos juntas nas convenções da RE/MAX  , parecíamos as amigas da secundária e ficávamos a conversar até de manhã. Quando penso nela sinto saudades mas ela sempre foi uma inspiração e as saudades são preenchidas pelas recordações alegres das suas gargalhadas.

Ela era amor, bondade mas também podia ser uma pedra no sapato de alguém que ela achasse que não estava a proceder bem. Aquele sentido de justiça tão típico nela … muitas vezes eu não concordava com esse radicalismo mas a nossa relação era todas as  relações deviam ser : respeitávamos o ponto de vista de cada uma sem o querer impor à outra.

Um bom bocado de ti, vive em mim, amiga. Pela aprendizagem que fiz contigo , pela cumplicidade da nossa relação, pelo amor que davas aos outros diariamente….por me ensinares mais uma vez que não somos nada mas somente aquilo que deixamos no coração e alma dos outros e o bem que fazemos.

Continuo a achar que foste cedo demais mas tenho de aceitar que foi por alguma razão.

Não há, nunca houve, outra ID ( como te chamávamos lá na RE/MAX ) . Tu és especial.

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