Seleção involuntária
Mais um sábado rotineiro. Maravilhosamente rotineiro. Na verdade, eu sempre fui das maiorias e nunca pensei muito nisto de ser diferente, especial. Passava-me ao lado, embora sempre me tenha revoltado com discriminações, seja de sexo, deficiências, orientação sexual ou raças… Adoro as diferenças e abomino quem tem preconceitos. Sempre assim foi. Talvez tenha sido educada assim. Na piscina houve um casal que se apercebeu que o JP é um menino diferente; mostraram-se carinhosos e simpáticos para ele. Fizeram a bebé deles dar uma beijoca (e olhem que foi bem pertinho da boca, a malandra…) e sorriram muito para mim.
Apercebi-me mais uma vez que as pessoas podem ser muito queridas. Assim como são as pessoas do colégio do JP que o tratam com muito carinho e ternura (tratam todos assim, mas o meu talvez tenha um bocadinho extra). No fundo eu quero que ajam naturalmente com ele, que não o superprotejam, mas simpatia e calor humano sabe bem. Claro que sim. Porque não tirar partido?
Na verdade, há uma ‘seleção natural’ das pessoas que se aproximam de nós e são todas pessoas bonitas. Não que as outras não o sejam, se calhar são só despistadas e indiferentes como eu era e isto não tem nada de mal! Mas as que se aproximam, por regra, são pessoas muito queridas. Temos conhecido algumas pessoas verdadeiramente especiais. Querem educar os seus filhos a conviver com todos. Bem formadas estas pessoas! Fico tão feliz que existam… Feliz dia da Mãe!
